Aventura na Selva

RESENHA


 

Fabricante: Grow

Criador: Milton Célio de Oliveira Filho

# de Jogadores: 2

Idade: a partir de 7 anos

Lançamento: 1999

Tipo: para crianças (de estratégia e risco)

 

 

De saída o jogo causa boa impressão pela qualidade gráfica e de manufatura dos componentes.

A regra é simples e o jogo é fácil de aprender e jogar. O tema, os componentes, o equilíbrio entre sorte e estratégia estão adequados ao público alvo do jogo.

Só é pena que o jogo por estar bem focado em seu público alvo oferece poucas opções estratégicas, que se esgotam rapidamente. O que pode fazer com que uma criança mais velha perca o interesse pelo jogo após poucas partidas.

Aventura na selva é um jogo para dois jogadores. Um joga como aventureiro e o outro como guardião e em seguida os papéis são trocados para uma segunda partida. Comparando-se os resultados temos um vencedor.

O tabuleiro é dividido em dois por um escudo cuja função é evitar que o aventureiro veja o que o guardião está fazendo. O guardião esconde do seu lado do tabuleiro, representando uma floresta, uma arca contendo um tesouro e uma série de perigos como areia movediça, plantas carnívoras, cobras venenosas, etc. O aventureiro deverá encontrar o tesouro sofrendo o mínimo de contratempos possível e para isso contará com quatro equipamentos escolhidos entre vários  para levar em sua expedição. Cada vez que o aventureiro enfrentar um perigo para o qual não estava preparado sofrerá um contratempo.

A forma como o jogo se desenvolve lembra um pouco a batalha naval. O aventureiro anuncia o seu deslocamento e o guardião diz o que aconteceu (se a passagem estava livre, se o aventureiro teve que enfrentar algum perigo ou se encontrou o tesouro).

Um equipamento interessante é o fósforo que permite ao aventureiro olhar por dez segundos através de um buraco no escudo e tentar localizar em que posição estão os perigos e assim evitá-los. Inicialmente considerei o buraco mal posicionado e de difícil acesso mesmo para uma criança, mas após jogar acho que se fosse mais cômodo ficaria muito fácil para o aventureiro. Além disso, se trata de um simples fósforo acendido e é razoável que com a luz produzida por ele não se possa ver grande coisa.

O jogo oferece a possibilidade de exercitar a visão espacial quando usamos o fósforo e em seguida temos que transpor o que observamos para o nosso lado do tabuleiro, localizando os perigos. E ensina os pontos cardeais que são a referência pela qual os jogadores se comunicam e o aventureiro define seus movimentos.

Durante a partida tanto o guardião quanto o aventureiro, podem experimentar um pouco a sensação de explorar o desconhecido, principalmente o aventureiro que a cada movimento vive a tensão de não saber o que vai acontecer. Pode a qualquer momento se ver em uma situação para a qual não está preparado e que pode ser fatal, se o seu crédito de contratempos se esgotou.

Do lado do guardião este pode se divertir vendo o aventureiro procurar o tesouro às cegas ou até mesmo tentar despistá-lo fingindo reações a cada movimento ou tentando induzi-lo a se afastar do tesouro.

 

 

Sergio Halaban

criador de jogos e designer de produtos, é um dos sócios da SB Jogos

 


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