Quem inventa os jogos que nós jogamos?
Quem nunca jogou um jogo de tabuleiro na vida? A maioria já jogou... e muito. Quando a gente é criança, tem seis anos, ou dez, ou doze, jogar é um dos nossos passatempos favoritos. Jogamos com nosso pai, avó, nossos irmãos e nossos primos. Mas será que algum leitor já se perguntou como os jogos são inventados?
Pois é, muitos vão dizer que não. O jogo já aparece
pronto na nossa casa ou na loja. Nunca nos perguntamos sobre quem pensou tudo
aquilo e como. Mas sempre tem alguém por trás. Isso seria até
evidente, se parássemos para pensar no assunto.
Em alguns casos, o jogo é resultado de uma soma de inteligências,
de regras e detalhes que foram sendo compostos ao longo de séculos e
séculos de História. É o caso de jogos como Xadrez, Damas
e Gamão. Eles são chamados de jogos tradicionais.
Outros jogos foram criados pontualmente por uma pessoa ou por um grupo de pessoas.
Nós os chamamos de jogos modernos ou jogos de autor. Já faz alguns
séculos que começaram a ser criados, mas a maioria apareceu mesmo
nos últimos 100 anos. E a cada ano é lançado um grande
número de novos jogos, ao redor do mundo todo.
Os autores são freqüentemente figuras desconhecidas da maior parte
do público. Quem já ouviu falar em Sid Sackson? Ou em Wolfgang
Kramer? Ou em Mário Seabra? São homens como esses que nos proporcionaram
horas e horas de diversão, ao jogarmos um ou outro de seus inúmeros
jogos.
Inventar jogos é uma profissão rara, mas que existe. Algumas centenas
de pessoas neste planeta inventam jogos regularmente e alguns deles são
publicados. A maioria vê nisso um hobby. Talvez meia dúzia ou uma
dúzia consiga até viver desse trabalho.
Na atualidade, os autores de maior reconhecimento estão na Alemanha.
Alguns dos mais famosos são Reiner Knizia, Klaus Teuber e Wolfgang Kramer.
Olhando desde uma perspectiva histórica, os americanos Sid Sackson e
Alex Randolph tiveram um papel muito importante.
No Brasil, o pioneiro foi Mário Seabra, português
de origem, que começou a criar jogos ainda na década de 60. Hoje,
entre os poucos autores brasileiros que ainda queimam os miolos para oferecer
novidades ao mercado temos Luiz Dal Monte Neto, Sergio Halaban, André
Zatz, Mauricio Gibrin, Mauricio Miyaji, Fabiano Onça e Milton Célio
de Oliveira Filho.
Veja o Quadro
de Avisos
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