JOGAR É COISA DE CRIANÇA?
Sim, mas de gente grande também!
A infância é o período da vida onde estamos em relação mais direta com o lúdico. Adoramos brincar e tudo é motivo para brincar. Geralmente a partir dos quatro, cinco ou seis anos de idade, a criança já é capaz de absorver um conjunto de regras, se for simples. Ela já tem paciência para se sentar diante de um tabuleiro e de esperar a sua vez de jogar. Ela lida mal com a frustração da derrota, mas pode aprender que isso é parte da brincadeira.
Mas aí as crianças crescem e algumas decidem que brincadeira é
coisa do passado. Bobagem! O lúdico é atraente em qualquer idade,
embora possa tomar formas muito diferentes.
Conheci uma senhora para quem era um grande desafio encaixar tudo o que queria
comer dentro das regras do regime que seguia. Um senhor para quem era um jogo
subir no vagão de metrô que na descida já lhe deixasse diante
da saída da estação. Isso é jogo, isso é
lúdico.
Jogar em torno de uma mesa é apenas fixar condições fictícias
para um desafio coletivo divertido, seja ele baseado na destreza, capacidade
de blefar, cálculo ou intuição.
Então, por que muitas pessoas deixam de jogar após certa idade?
Por que algumas passam a jogar apenas um jogo, seja ele Xadrez ou Buraco?
Uma resposta possível é que os adultos são menos abertos
a novas experiências, se comparados às crianças.
Outra resposta – e essa não tem fundamento! – é que muitos acham
que jogo é coisa de criança. Mas isso é uma bobagem!
É claro que existem muitos jogos voltados às crianças e
apenas suportáveis do ponto de vista do adulto. Mas é grande o
número de jogos que pode interessar até mais adultos que crianças.
Ninguém duvidaria disso se falássemos de jogos tradicionais como
o Xadrez ou o Go. Igualmente se falássemos de jogos de cartas tão
populares como o Buraco, o Bridge ou o Pôquer. Mas e os jogos ditos modernos?
Quer dizer, os jogos vendidos em lojas?
É verdade que boa parte deles é voltada a crianças. Mas
muitos não são. Atualmente, os melhores títulos para adultos
vêm da Alemanha, mas já se vê um alargamento de suas fronteiras
lúdicas e a participação crescente de autores americanos,
franceses, italianos e até brasileiros.
E então? Quer jogar? Separe uma noite na semana, chame seus amigos ou
junte a família e vamos lá! Escolha bem o jogo antes de comprar,
leia sobre ele neste site ou em outro. Já com o jogo em mãos,
aprenda as regras, para poder ensiná-las com mais rapidez aos outros.
Você vai ver, a experiência vai valer a pena. Depois que jogar um,
vai querer mais. É um lazer barato, pois um jogo permite noites e noites
de diversão. É além de tudo, um lazer inteligente, que
exercita a mente e traz bons momentos de interação com quem a
gente gosta.
Veja o Quadro
de Avisos
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