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Clue Jr. – O caso do bolo desaparecido
Postado por sergiohalaban em 21 de novembro de 2011


Uma das minhas lembranças mais fortes ligadas a jogos de tabuleiro é a da 1ª vez que joguei Detetive. Lembro de como tudo me impressionou: A beleza do tabuleiro com a planta de uma casa, as armas do crime em miniatura, o clima de mistério e a tensão que se instalava à medida que os adversários anunciavam quantas coisas já tinham descoberto e a partida se aproximava do final, as fotos dos personagens nas cartas…

Isto posto, vocês podem imaginar com que expectativa eu fui testar o jogo Clue Jr. com meus filhos Pedro e Arthur de 8 e 6 anos. (Clue Jr. é a versão infantil do jogo Clue da Hasbro. O jogo Detetive da Estrela é a versão brasileira do Clue).

A primeira impressão foi de estranheza, pois no lugar dos, para mim, tradicionais Prof. Black, Srta. Rosa e Dona Violeta, o jogo tem o Prof. Plum, Srta. Scarlet e Sra. Peacock. Mas, vencida esta barreira o jogo me surpreendeu positivamente. A forma como o tema (mistério) é tratado, as ilustrações e a mecânica de dedução do jogo me pareceram muito adequados ao público alvo do jogo.

Assim como no Detetive, vence o jogo o primeiro a desvendar um crime. Neste caso: quem comeu o bolo antes do jantar, a que horas e o que bebeu para acompanhar?

O jogo tem um tabuleiro com a planta de uma casa, um dado especial, seis peças de mobiliário em cartão que são montadas em bases plásticas amarelas, seis suspeitos que estão montados em bases brancas e um bloco de folhas de investigação. Em baixo das bases plásticas são colados os seguintes adesivos: nas amarelas as bebidas e nas brancas os horários. Em uma das bases brancas é colado um adesivo com uma imagem de migalhas de bolo.

Antes de encaixar os peões cartonados nas bases plásticas, uma base branca e uma amarela são sorteadas para ficar no centro do tabuleiro. Estas são as informações que todos terão que descobrir. O criminoso será o suspeito que tiver as migalhas de bolo em baixo da sua base.

Cada jogador, na sua vez, lança o dado e move qualquer peão pelo tabuleiro. Se terminar seu movimento em uma casa amarela, ele pode examinar a base da peça de mobília mais próxima e com isso poderá eliminar uma bebida da lista. Se terminar o movimento em uma casa branca ele examina a base do peão que acabou de mover e com isso ele pode eliminar um horário ou descobrir quem é o criminoso.

Cada coisa que o jogador descobre deve ser riscada na sua folha de investigação que é bem fácil de usar. A folha tem imagens de todas as possibilidades de horários, bebidas, personagens e aposentos. Então solução do mistério é feita por exclusão. Pois, uma vez que o jogador conseguir riscar todas as alternativas erradas, a solução do mistério, será aquela alternativa que não foi riscada. Quando um jogador acha que já descobriu tudo ele faz uma acusação. Se estiver certo, ele é o vencedor. Se estiver errado, a partida continua até que alguém acerte.

Pontos fracos:
Peões cartonados dos móveis não encaixam bem nos suportes, especialmente o vaso que fica solto mesmo. A folha de anotações em PB exige que os jogadores se familiarizem com as imagens das bebidas antes da 1ª partida. A tradução das regras deixa bastante a desejar.

Pontos fortes:
Tema bem adequado à idade. Um belo desafio para os pequenos, envolvendo planejamento, anotação de informações, interpretação das anotações e dedução por exclusão. O jogo é divertido, bonito e bem produzido.

Algumas observações:
A duração da partida me pereceu adequada (aproximadamente 30 minutos). Na caixa esta escrito 15 minutos. Acho difícil demorar tão pouco principalmente com crianças pequenas. Talvez com jogadores beeem experientes…

A idade indicativa, a partir de 5 anos me parece forçada. Meu filho Arthur de 6 anos jogou com certa dificuldade, eu tive que ajudá-lo bastante, principalmente nas 1as partidas. Uma criança de 7 anos começa a realmente aproveitar o jogo.

Serviço: Clue Jr. – O caso do bolo desaparecido

  • Hasbro
  • 2 a 6 jogadores
  • A partir de 6 anos
  • 20 minutos