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Tangram
Postado por sergiohalaban em 17 de abril de 2012


por Maurício Gibrin

Muitos quebra-cabeças geométricos foram criados ao longo dos anos – o grego Arquimedes, que viveu entre 287 e 212 a.C., já mencionava em seus manuscritos um curioso quebra-cabeça que ficou conhecido como Stomachion. No entanto, nenhum deles conquistou a popularidade do chinês Tangram.

Ninguém sabe ao certo a origem do Tangram – embora o primeiro livro sobre o assunto tenha surgido em 1813, sabe-se que o jogo já existia há muito tempo quando ele foi publicado. O que se sabe é que ele foi trazido para o Ocidente pelo capitão americano M. Donnaldson em 1815, e que em três anos a Europa inteira se divertia montando figuras com as peças do Tangram.

Outro mistério é a origem do nome Tangram. Os chineses chamam-no de “qi qiao ban”, o que significa “sete placas da astúcia” ou “sete placas da habilidade”. Mas ninguém sabe ao certo a origem do nome ocidental; há quem diga que seja uma corruptela de um antigo vocábulo inglês que significa “quebra-cabeça” ou “bugiganga”, mas também há uma teoria que liga a palavra à dinastia Tang, que governou a China de 608 a 907 d.C.

Um dos motivos para o sucesso do Tangram é sua elegância. Composto por apenas sete peças – um quadrado, um paralelogramo e cinco triângulos retângulos – é possível se formar milhares de figuras com um jogo (a conta já passava dos 6 mil apenas com os problemas sugeridos durante o século XIX!). A versatilidade das peças é tamanha que com elas é possível compor pássaros, gatos, árvores, pessoas… Para não falar de uma infinidade de figuras geométricas.

A maneira mais simples de se obter um conjunto de peças de Tangram é recortá-las em um pedaço de papel. No entanto, trabalhar com peças mais elaboradas é bem mais satisfatório – além da tradicional madeira, existem kits feitos em vidro, mármore, cerâmica e até marfim e carapaça de tartaruga!

Jogar Tangram é muito fácil: escolhe-se uma forma e tenta-se montá-la com as sete peças, sem sobrepor umas à outras, no menor tempo possível. Se quiser ter uma ideia melhor de como funciona, dê uma olhada neste link, que traz sete formatos a serem completados: (página em francês).

Maurício Gibrin é jornalista e autor de jogos de tabuleiro